barack-obama

 

Por Ivan José

O mundo está eufórico com a eleição do novo presidente americano. A eleição mais vibrante dos Estados Unidos contagiou não só os americanos, levando-os em massa às urnas em um país onde o voto não é obrigatório e onde quem decide mesmo a eleição são delegados de cada Estado, mas também contagiou pessoas de todos os continentes. Diversos sites criaram páginas nas quais eleitores de todos os cantos e recantos da terra puderam votar e, é claro, deu Barack Obama na cabeça, em todos eles.
Os americanos tiveram a oportunidade de votar em personagens com trajetória de vida completamente opostas. De um lado, um herói de guerra e, do outro, um negro, neto de imigrantes africanos. Em outros tempos, seria necessário o mínimo de inteligência para concluirmos qual dos dois seria eleito. Mas fortes ventos de mudanças sopram nas velas do barco que embala o sonho americano. Alguns anos atrás jamais pensariam nessa possibilidade. Nem o mais ousado sonhador ou o mais desvairado romântico sonharia com a eleição de um descendente de imigrantes africanos gerindo o destino da América.
Nada mais previsível do que a eleição do Jonh McCain. A própria representação do cowboy americano com sua pistola na mão, pronto a defender os fracos e oprimidos da América e, quiçá, do mundo. Desistiram os americanos de ser a palmatória do mundo, xerifes e paladinos da justiça do universo. A rejeição de um candidato, que personifica toda essa paranóia americana de senhores da guerra, a meu ver não é sinal de mudanças a este ponto e, sim, uma clara repulsa à política econômica recessiva de George Bush, pois o que eles não querem é a abrir mão do estilo de vida que levam.
O presidente, depois de eleito, tem sido apontado como a personificação do sonho do Pastor negro, Martin Luter King, como o homem que dizimará de uma vez por todas as diferenças existentes entre negros e brancos; como o presidente que exterminará de uma vez por todas a nódoa do racismo, que mancha as cores do lábaro americano. Ecoa de todos os cantos a afirmação de que um novo capítulo da história americana e do mundo está sendo escrito. Desta feita, sem a mancha da segregação racial, sem o ódio que separa homens nascidos sob o mesmo céu, sem o rancor histórico que escraviza o coração de uma nação e sem a cegueira que impedia ver, no outro, a imagem e a semelhança de Deus por causa da quantidade de melanina que há na pele.
Uma crise financeira mundial que tem resistido aos remédios aplicados pelas nações ricas nos aponta um horizonte nada animador. A idéia de aldeia global ficou bem mais evidente agora. A quebra da bolsa em um dos gigantes econômicos mundiais atinge a todos os paises, pois a recessão americana está relacionada ao o bolso de todos os cidadãos e não é necessário entender de economia, de política internacional, de especulação financeira para perceber. Basta ir ao supermercado e constatar que tudo que é dito nos jornais sobre crise financeira mundial acaba atingindo os nossos bolsos. Os efeitos dessa famigerada crise, o desemprego, a fome, serão muito mais graves nos países mais pobres, embora os mais ricos também venham a sofrer as suas drásticas conseqüências.
Por essa questão, todos esperam que o novo Presidente americano ataque com a coragem do Rambo esta crise, que ele salve o mundo da recessão dando respostas rápidas e eficazes para os problemas que, se ainda não tiram nosso sono, com certeza diminui a quantidade de comida no prato de milhares de pessoas. Será Obama o Salvador do mundo? A solução dos nossos problemas? O remédio para os males da convalescente economia mundial e o príncipe da paz? Conseguirá ele por fim aos conflitos no oriente médio? Será ele, aquele que porá termo às injustiças e resolverá o problema da fome nos países pobres, mormente na África?
Precisamos orar para que ele seja um grande Presidente, mas salvador mesmo só existe um que é Jesus. N’Ele, sim, podemos depositar todas as nossas esperanças. Ele tem, sim, o poder de inclinar o coração dos reis dessa terra para que façam o que é certo, o que é bom, o que é justo.
“Parabéns presidente Obama – A mudança não será fácil, mas… juntos, como um único mundo, sim nós podemos”. Termino este artigo acrescentando à frase acima escrita em um muro em Washington, a expressão: COM CRISTO, nós podemos. Dessa forma, eu a reescrevo: “Parabéns presidente Obama – A mudança não será fácil, mas… com Cristo, juntos, como um único mundo, sim nós podemos”.

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